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Laudo revela que psicóloga morreu por politraumatismo

Segundo a polícia, adolescente de 16 anos confessou o crime e disse em depoimento que 'gostou de matar'.


Laudo revela que psicóloga morreu por politraumatismo

A Delegacia de Homicídios recebeu nessa terça-feira (4) o laudo cadavérico sobre a morte da psicóloga Maria Joaquina Vieira Barros, assassinada pelo sobrinho dentro de casa no bairro Macaúba, Zona Sul de Teresina. Segundo o delegado Francisco Costa, o Barêtta, ela sofreu politraumatismo, possivelmente provocado por chutes e pontapés, e morreu em consequência das agressões.

"A vítima foi submetida a várias agressões nos membros inferiores e superiores. As lesões mais graves foram no pulmão, crânio, só o maxilar foi quebrado duas vezes. Em depoimento, o adolescente de 16 anos só diz que jogou ela no chão, mas não revela detalhes de como agrediu a tia até a morte", contou o delegado.

Barêtta reafirmou que o adolescente confessou ter matado a própria tia e ainda disse em depoimento ter gostado de matar, sem mostrar qualquer arrependimento. Para a polícia, o menor já estava planejando outro homicídio.

"Ele já tinha encomendado veneno e ia matar outra pessoa de forma diferente. Em depoimento ele disse que gostou de matar, ele é um psicopata, porque é um indivíduo perigoso, mas convive muito bem em sociedade, não há qualquer sinal de arrependimento por parte dele", declarou.

O adolescente foi apreendido na última sexta-feira (30), na casa dos pais em Timon, no Maranhão. O menor está internado no Centro de Internação Provisória (CEIP) até conclusão do inquérito policial.

Entenda o caso

O crime aconteceu na madrugada do dia 25 de junho, no bairro Macaúba, Zona Sul de Teresina. Imagens de câmeras de segurança que mostram o adolescente pulando o muro da casa da vítima ajudaram a polícia a identificá-lo.

Na casa, a psicóloga morava com a filha de apenas nove anos, que encontrou a mãe morta. A polícia acredita que uma possível motivação para o crime seja o ciúme que o jovem sentia pela forma como a vítima tratava a filha e que teria pensado em matar a menina, mas desistiu. Ele chegou a morar durante seis meses com as duas e conhecia a rotina da casa.

O delegado destaca a gravidade do crime pela certeza da premeditação. Após matar a tia, ele pegou alguns pertences para simular um latrocínio. "Mas ele não ficou com dinheiro, nem celular nem usou cartões, foi apenas para dissimular", afirmou.

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